Se o Evangelho é o amor, tudo se resume nele.
Ao se referir sobre os últimos dias, Jesus disse que o amor de muitos se esfriaria.
Não é interessante que até para comunicar os dias finais o amor é utilizado como referencia.
Fim do amor... Fim do mundo.
Sem amor... Sem vida.
O amor é o termômetro da humanidade. De modo que se queremos saber para onde a humanidade caminha é só observar a temperatura registrada pelo termômetro.
Constatar o esfriamento do amor na humanidade acaba sendo fácil, pois somos assaltados por essa noticia diariamente e olha que nem precisamos ligar a televisão, basta olhar pela janela.
Sabe o que é difícil? O difícil é constatar o esfriamento do amor em nossos corações.
Difícil mais não impossível!
Quantas vezes você chorou com alguém que chorava?
Quantas vezes você ficou feliz pela felicidade alheia?
Hoje o coração da maioria é tão frio que assiste um noticiário televisivo como se tivesse assistindo um filme qualquer. E é mais fácil encontrar uma pessoa a chorar quando a mocinha da novela perde o ‘amor de sua vida’ num acidente trágico de carro por dirigir alcoolizado do que com uma mãe que perde seu filho atropelado por um motorista bêbado. Quando pergunto por que essa pessoa chora recebo como resposta “É que parece muito com a realidade”. Engraçado, muitas vezes a novela parece mais com a realidade do que a própria realidade.
A proposta do Evangelho é que paremos de reparar no ‘cisco da falta de amor’ de muitos e lutemos para tirar a ‘trave da falta de amor’ que esta em nós.
Se quiser saber se o homem está perto ou não de Deus é só ver se ele ama, pois Deus é amor – O teste de DNA para averiguar e comprovar se alguém é nascido de Deus é esse, não existe outro.
O amor da humanidade está em declínio por se afastarem da fonte de amor.
Os seres humanos preferiram trilhar o seu próprio caminho. Trilhando um caminho para fora de Casa. O bom da Boa Nova do Evangelho é que nunca é tarde para tomar o caminho de volta. E o Pai os aguarda, um a um, para a deliciosa Ceia da Reconciliação. O Pai aguarda os seus filhos-pródigos cansarem da lavagem para comer com Ele um delicioso churrasco.
Como toda a história da humanidade gira em torno do amor, não é de espantar que no fim o que nos espera seja essa Ceia.
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14 de abril de 2009
20 de fevereiro de 2009
O Evangelho é Jesus!
O Evangelho é o Verbo. O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós. Hoje o Verbo está em nós – Como sabemos Deus não habita em templo feito por mãos humanas, ao contrário, habita na existencialidade de nossos corações –, de maneira que não preciso mais olhar sobre os montes procurando o meu socorro, pois Ele vive em mim e eu vivo Nele.
Se o Evangelho é o Verbo e o Verbo é Jesus, precisamos entender que os quatro evangelhos só se tornam O Evangelho se cridos e praticados com entendimento e consciência. Digo isso apenas para afirmar que O Evangelho não é uma mera informação, mas sim uma encarnação da Palavra em nós. Os evangelhos só se tornam O Evangelho quando se torna realmente uma Boa Noticia que gera vida no nosso ser. Assim como encontramos no Novo Testamento o Evangelho de Cristo escrito nas cartas Paulinas (por exemplo) pode-se dizer que a mesma coisa o Espírito quer que aconteça em nós: Ele quer escrever de suas Palavras em nossos corações de maneira que nos tornemos ‘cartas vivas’. Ainda sobre as cartas paulinas, Paulo escreve nelas aquilo que primeiramente é escrito no seu coração.
“O Evangelho só é Boa Nova para os outros quando primeiramente é Boa Nova para mim.”
Interessante aqui lembrar que Abraão tenha vivido pela fé na Palavra antes da existência da Escritura. Com isso podemos dizer que a Palavra precede a Escritura. “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela (João 1:1-3).” A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus. A Escritura não é a Palavra, mas através dela encontro registros históricos acerca Daquele que é. Lá encontro o que Jesus fez e ensinou. Se Jesus é a Palavra, para que entendamos as Escrituras precisamos ter Ele como a chave-interpretativa da mesma, ou seja, devemos procurar entender a Bíblia pela ótica de Jesus. É fácil! Observe nos evangelhos como Jesus viveu, como Ele tratou as pessoas e entre tantas outras coisas. Depois disto, leia o restante das Escrituras sempre perguntando como Jesus interpretou aquela passagem em sua existência. Para facilitar o entendimento peguemos como exemplo o Salmo 1 – é aquele que diz que felizes são os que não anda no conselho dos ímpios, nem no caminho dos pecadores e muito menos fica na roda dos escarnecedores –, a igreja normalmente interpreta essa passagem como se a pessoa ali referida é um ‘não crente’ (Alguém que não faz parte de nenhuma igreja evangélica), como um evangélico uma vez me disse “Nós não podemos ter amizade com pessoas do ‘mundo’, pois que comunhão pode ter a luz com as trevas”; agora ao observar Jesus somos ‘chocados’, pois Ele andava ironicamente com aqueles que a igreja afirma que não se pode andar – As meretrizes, os cobradores de impostos, os adúlteros, os mendigos, os leprosos e etc. Jesus andava com pecadores de todos os tipos. Quando foi questionado sobre as pessoas que Ele andava, Ele apenas disse que quem goza de boa saúde não precisava de médico, só precisa quem está doente e para nossa felicidade Ele veio para nos tratar. Digo mais, Jesus veio para resgatar os perdidos, trazer esperança para aqueles que a tinham perdido por completo, não veio para esmagar a cana quebrada e nem muito menos apagar a brasa. Engraçado que a classe de pessoas que Jesus não andava e nem sentava na roda era justamente a dos religiosos daquela época. Religião e Jesus realmente não combinam (rs)! Mas percebeu como uma simples passagem muda de sentido dependendo da ótica que a enxergamos? O desafio que tenho para vocês é esse, leia a Bíblia a partir de Jesus. Aquilo que na Bíblia Jesus não encarnou como vida não é Palavra de Deus por mais bíblico que seja. A Bíblia sem o Espírito do Evangelho é morta (Visto que a letra mata mais o Espírito vivifica). O Evangelho gera vida onde quer que Ele caia, o Evangelho mostra o que é a verdade e nos conduz no caminho, afinal Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos nossos pais, pelos profetas, nestes ULTIMOS DIAS, nos falou pelo FILHO, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” Hebreus 1.1-2
Se o Evangelho é o Verbo e o Verbo é Jesus, precisamos entender que os quatro evangelhos só se tornam O Evangelho se cridos e praticados com entendimento e consciência. Digo isso apenas para afirmar que O Evangelho não é uma mera informação, mas sim uma encarnação da Palavra em nós. Os evangelhos só se tornam O Evangelho quando se torna realmente uma Boa Noticia que gera vida no nosso ser. Assim como encontramos no Novo Testamento o Evangelho de Cristo escrito nas cartas Paulinas (por exemplo) pode-se dizer que a mesma coisa o Espírito quer que aconteça em nós: Ele quer escrever de suas Palavras em nossos corações de maneira que nos tornemos ‘cartas vivas’. Ainda sobre as cartas paulinas, Paulo escreve nelas aquilo que primeiramente é escrito no seu coração.
“O Evangelho só é Boa Nova para os outros quando primeiramente é Boa Nova para mim.”
Interessante aqui lembrar que Abraão tenha vivido pela fé na Palavra antes da existência da Escritura. Com isso podemos dizer que a Palavra precede a Escritura. “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela (João 1:1-3).” A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus. A Escritura não é a Palavra, mas através dela encontro registros históricos acerca Daquele que é. Lá encontro o que Jesus fez e ensinou. Se Jesus é a Palavra, para que entendamos as Escrituras precisamos ter Ele como a chave-interpretativa da mesma, ou seja, devemos procurar entender a Bíblia pela ótica de Jesus. É fácil! Observe nos evangelhos como Jesus viveu, como Ele tratou as pessoas e entre tantas outras coisas. Depois disto, leia o restante das Escrituras sempre perguntando como Jesus interpretou aquela passagem em sua existência. Para facilitar o entendimento peguemos como exemplo o Salmo 1 – é aquele que diz que felizes são os que não anda no conselho dos ímpios, nem no caminho dos pecadores e muito menos fica na roda dos escarnecedores –, a igreja normalmente interpreta essa passagem como se a pessoa ali referida é um ‘não crente’ (Alguém que não faz parte de nenhuma igreja evangélica), como um evangélico uma vez me disse “Nós não podemos ter amizade com pessoas do ‘mundo’, pois que comunhão pode ter a luz com as trevas”; agora ao observar Jesus somos ‘chocados’, pois Ele andava ironicamente com aqueles que a igreja afirma que não se pode andar – As meretrizes, os cobradores de impostos, os adúlteros, os mendigos, os leprosos e etc. Jesus andava com pecadores de todos os tipos. Quando foi questionado sobre as pessoas que Ele andava, Ele apenas disse que quem goza de boa saúde não precisava de médico, só precisa quem está doente e para nossa felicidade Ele veio para nos tratar. Digo mais, Jesus veio para resgatar os perdidos, trazer esperança para aqueles que a tinham perdido por completo, não veio para esmagar a cana quebrada e nem muito menos apagar a brasa. Engraçado que a classe de pessoas que Jesus não andava e nem sentava na roda era justamente a dos religiosos daquela época. Religião e Jesus realmente não combinam (rs)! Mas percebeu como uma simples passagem muda de sentido dependendo da ótica que a enxergamos? O desafio que tenho para vocês é esse, leia a Bíblia a partir de Jesus. Aquilo que na Bíblia Jesus não encarnou como vida não é Palavra de Deus por mais bíblico que seja. A Bíblia sem o Espírito do Evangelho é morta (Visto que a letra mata mais o Espírito vivifica). O Evangelho gera vida onde quer que Ele caia, o Evangelho mostra o que é a verdade e nos conduz no caminho, afinal Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos nossos pais, pelos profetas, nestes ULTIMOS DIAS, nos falou pelo FILHO, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” Hebreus 1.1-2
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Reflexão
17 de novembro de 2008
É pela fé!
"Disse DEUS a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de seu pai e vai para a terra que lhe mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!"
Quando lemos o chamado de Abrão achamos maravilhoso, e realmente é. Achamos tão maravilhoso que gostaríamos de tê-lo recebido ao invés de Abrão. Nossa! Já pensou? Breno o pai da fé. Rsrs. Só que esquecemos que esse chamado mexeu com todas as estruturas de segurança de Abrão. Ele tinha pai, tinha mãe, tinha esposa, tinha amigos, tinha uma casa, tinha um bom emprego. Morava no maior centro urbano daquele tempo. Abrão era um homem normal, como eu e você. Só estou falando isso, pois normalmente quando pensamos nesses personagens bíblicos esquecemos que de fato existiram (Tratamos mais para um personagem de livro de ficção do que qualquer outra coisa); ou quando cremos em sua existência os tratamos como super-humanos.
Quando leio a Bíblia, a leio encarnando cada personagem. Procuro sentir seus dilemas existências, imaginar os confrontos de ‘si-contra-si’ que paira no ar, o impacto que uma palavra faz no coração; procurando entender no máximo que possível o efeito que ela produz. Imagina o que a ordem "Sai da tua terra.." produziu no coração de Abrão? O convite de Deus a Abrão consistia em abandonar tudo que era certo por algo aparentemente incerto; creio que ai que repousa as inseguranças das decisões de fé muitas vezes.
"Sai da sua terra e vai para terra que lhe mostrarei..."
Abrão obedecendo à voz preparou sua mala para uma viagem rumo ao local que Deus ainda lhe revelaria, ou seja, saiu do conhecido para um verdadeiro salto no escuro. Claro que era um salto no escuro só para Abrão por que não sabia o que lhe esperava, embora tivesse a certeza que estava caminhando com Aquele que sabia por ele.
"De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma benção!"
Saiu da terra com uma benção que seria uma benção. E partiu sem saber para onde ia, logo na primeira esquina teve que negociar sua linda esposa Sarai com o Faraó. Diz nas Escrituras que Faraó chegou a possuir Sarai, foi preciso que Deus intervisse para que a história de Abrão não terminasse em divórcio. Mas a história não termina por aí, o sobrinho dele entra numa ‘fria’, Abrão para resgatar-lo entra numa guerra. Ele recebe depois a benção de Melquisedeque e pensamos, “agora vai dar tudo certo para Abraão”; Deus promete pra Abrão um filho, mas o tempo vai passando e como o filho demorava a vir Sarai decidiu agir por Deus, ofereceu a sua serva Agar para Abrão, veio depois o arrependimento e expulsou-a de casa, Deus interveio e a trouxe de volta. A história continua... O nome de Abrão é mudado para Abraão, e é instituída a circuncisão. Acontece aquela história de Sodoma e Gomorra; os anjos quase foram estuprados, cai fogo do céu e somente a família de Ló é salva, quer dizer, a esposa de Ló virou estátua de sal. Sara mesmo idosa 'dava um caldo legal', e surgi em 'cena' Abimeleque, ele mostrou bastante interesse por Sara, quase Sara foi possuída pelo rei, 'quase', Deus interveio. Isaque nasce. Agar e Ismael são expulsos de novo, desta vez por uma brincadeira de Ismael com o Isaque. Deus pede a 'prova das provas' a Abraão, "Toma teu filho e vai-te à terra de Moriá, oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei", obedecendo à voz, Abraão leva Isaquinho, eles chegam ao monte, e quando Abraão iria tirar a vida de seu filho foi interrompido por Deus, "Não faça mal ao menino, agora Eu sei que me temes". Em Hebreus nos diz que Abraão "peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa", o nosso bom homem trocou a vida que tinha em Ur para tornar-se um nômade e habitar em tenda pelo resto da vida.
Abrindo um pequeno parêntese, brincando com um rapaz evangélico, perguntei: O que aconteceu de errado com um homem que tenha dado uma mansão a Deus recebe em troca um casebre? O rapaz disse que esse homem não teve fé, se tivesse fé ganharia em dobro. Quando contei que esse homem ficou conhecido como o pai da fé o rapaz ficou sem saber o que falar. Rsrs. Fecha parêntese.
Pois é! Fiz um ‘resumão’ da jornada de Abraão, que é considerado o pai da fé, para ajudar a entender como muitas vezes será a nossa caminhada pela fé. Não estou dizendo que a nossa vida será uma repetição. Digo o que já disse, a única certeza nessa caminhada é Deus-Conosco. A proposta de Deus em nós é o trabalhar em nossas consciências, por isso o povo de Israel passou 40 anos no deserto, "para saber o que havia no coração". Deus está mais interessado em tratar de nossos corações do que nos dar 'casa, comida e roupa lavada'. Deus está muito mais preocupado de construir um caminho reto no nosso 'ser', isso mesmo que o caminho externo seja cheios de curvas perigosas. Caminhar pela fé é isso: Mesmo não sabendo para onde se está indo, temos á certeza de coração que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que servem a Deus", mesmo não entendendo a priori por que Sara teve que cair nos braços de Faraó. O que sei: Abraão e Sara precisavam passar por tudo aquilo para que Deus construísse o Seu alicerce.
"Sai da tua terra...”
Só se sai de um lugar quando existe algo em teu coração que transcenda qualquer coisa, pois senão o melhor é não sair de Ur.
"Vai para terra que te mostrarei..."
Só tem sentindo o "sai" quando é acompanhado pelo "vai". Tem gente que quer sair e acaba não indo a lugar nenhum: Quer ver quando isso acontece? É quando olham para o que deixou com tristeza. Neste caso o "sai" é mais uma aventura que acaba fé-dendo. Rsrs. (O que já ouvi de casos de missionários que voltaram decepcionado do campo não é brincadeira). Penso que quando Deus manda “sair” também diz “vai para terra” mesmo que essa terra Ele ainda “mostrará” no caminho. E normalmente essa voz é contraditória (mexe com as estruturas de nossa segurança), mas é tão poderosa que não fico sossegado enquanto não a obedeço.
"...de ti farei..."
Essa é parte que todo mundo gosta. Mas esquecemos que para o "de ti farei" tornasse realidade era preciso que Abraão passasse por toda aquela história. Isso não gostamos. Na verdade gostamos de queimar etapa, queremos ser "uma benção" sem precisar "sair da nossa terra", mas num mundo caído isso é impossível.
Fomos chamados para caminhar pela fé. O caminhar pela fé é um caminhar de consciência. "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". E mais, jornada de fé nesta vida só faz sentido quando os nossos olhos estão firmado na "pátria superior, isto é, celestial", quando "aguardamos a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador" porque senão nos frustramos.
E pra terminar: O que tinha em comum nos homens da galeria dos heróis da fé em Hebreus é: "Todos morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra".
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Reflexão
22 de outubro de 2008
Teologia: O esforço humano de explicar o inexplicável.
Começo enunciando que teologia é todo esforço humano para entender Deus. Agora para a surpresa dos teólogos, eles só podem conhecer aquilo que por Deus é revelado. Tendo em vista isso, o que não é revelado deve entrar no quesito de mistério. Como Paulo diz, “O que de Deus se pode conhecer é manifesto, porque Deus lhes manifestou”, e o que passar disso é especulação. Especulação é coisa de teólogo. Revelação é coisa de Deus. Só conheço de Deus aquilo que é pra ser conhecido. E outra, Deus não é pra ser entendido (Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?), e sim crido. Bem aventurado aquele que não viu, nem entendeu, mas creu de todo coração. E mais, a revelação não se torna revelação apenas por estar escrita nos livros inspirados, antes ela só se torna verdadeira como discernimento no coração iluminado pela Graça.
Continuando. É muita presunção tentar enquadrar Deus em sistemas teológicos, pois Deus é inquadravel. Quando se diz sobre a Revelação, Paulo diz que para os judeus é escândalo e para os gregos, loucura. Engraçado (Chega a ser irônico) que o método que adotamos para os estudos teológicos é justamente o modelo filosófico-grego-aristotélico; onde se “A” é verdade, “B” só pode ser mentira. A problemática acontece quando encontramos assuntos contraditórios, como por exemplo, a Soberania e o livre-arbítrio. Nós pensamos: “Se Deus é soberano o homem não pode ser livre, e se o homem é livre Deus não pode ser soberano”. Acontece que a Bíblia é um livro contraditório e Deus é a própria contradição, isso porque a contradição mora em nossas cacholas (Não em Deus). Achamos que esses assuntos (como outros) são pura contradição porque somos seres limitados e assuntos como esse foge da nossa lógica. Deus não se enquadra na lógica humana. Como explicar um ser que é causa não causada? Estou lembrando de uma piada em que um português queria saber o funcionamento de uma bomba atômica, no qual o amigo pergunta se o mesmo sabia explicar o porquê os bodes cagam bolinhas, como viu que o português não sabia o amigo concluiu: Não entende de merda, vai entender de bomba atômica. Rsrsrs! Por isso tanto Paulo como Jesus falam que só existe uma maneira de entender as coisas de Deus, recebendo a iluminação do próprio Espírito. E assim, para o modelo grego a revelação sempre será loucura, mas a loucura de Deus é mais sabia que a sabedoria humana.
Quando é de Deus é Revelação. Quando é dos homens é cogitação. Não fui chamado para defender Deus. Fui chamado pra pregar as Boas Novas. Não precisamos entender Deus, saber que Ele nos entende já é o suficiente. Teologia que é bíblica é revelação. O que me foi revelado? Que Deus estava em Cristo se reconciliando com o mundo. Ficar discutindo em relação à ordem dos decretos na eleição se é 'amiraldianismo', 'sublapsarianismo' ou 'supralapsarianismo' é bobagem. Basta saber que antes que houvesse luz, houve Cruz, pois o Cordeiro foi imolado antes de qualquer coisa. A teologia deve convergir no Evangelho. Só existe uma maneira de conhecer a Deus, através do Seu Filho. No encontro com o Filho descobrimos o que na verdade somos. Teologia que se preze é assim, na medida em que conheço há Deus (naquilo que pode ser conhecido) devo também me conhecer*. Por esse conhecimento não ser meramente intelectual, invoca no nosso coração um sentido de mudança.
No final, devemos admitir como Paulo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
* - Nota-se que aqui o pensamento teológico estar a serviço da Revelação.
Continuando. É muita presunção tentar enquadrar Deus em sistemas teológicos, pois Deus é inquadravel. Quando se diz sobre a Revelação, Paulo diz que para os judeus é escândalo e para os gregos, loucura. Engraçado (Chega a ser irônico) que o método que adotamos para os estudos teológicos é justamente o modelo filosófico-grego-aristotélico; onde se “A” é verdade, “B” só pode ser mentira. A problemática acontece quando encontramos assuntos contraditórios, como por exemplo, a Soberania e o livre-arbítrio. Nós pensamos: “Se Deus é soberano o homem não pode ser livre, e se o homem é livre Deus não pode ser soberano”. Acontece que a Bíblia é um livro contraditório e Deus é a própria contradição, isso porque a contradição mora em nossas cacholas (Não em Deus). Achamos que esses assuntos (como outros) são pura contradição porque somos seres limitados e assuntos como esse foge da nossa lógica. Deus não se enquadra na lógica humana. Como explicar um ser que é causa não causada? Estou lembrando de uma piada em que um português queria saber o funcionamento de uma bomba atômica, no qual o amigo pergunta se o mesmo sabia explicar o porquê os bodes cagam bolinhas, como viu que o português não sabia o amigo concluiu: Não entende de merda, vai entender de bomba atômica. Rsrsrs! Por isso tanto Paulo como Jesus falam que só existe uma maneira de entender as coisas de Deus, recebendo a iluminação do próprio Espírito. E assim, para o modelo grego a revelação sempre será loucura, mas a loucura de Deus é mais sabia que a sabedoria humana.
Quando é de Deus é Revelação. Quando é dos homens é cogitação. Não fui chamado para defender Deus. Fui chamado pra pregar as Boas Novas. Não precisamos entender Deus, saber que Ele nos entende já é o suficiente. Teologia que é bíblica é revelação. O que me foi revelado? Que Deus estava em Cristo se reconciliando com o mundo. Ficar discutindo em relação à ordem dos decretos na eleição se é 'amiraldianismo', 'sublapsarianismo' ou 'supralapsarianismo' é bobagem. Basta saber que antes que houvesse luz, houve Cruz, pois o Cordeiro foi imolado antes de qualquer coisa. A teologia deve convergir no Evangelho. Só existe uma maneira de conhecer a Deus, através do Seu Filho. No encontro com o Filho descobrimos o que na verdade somos. Teologia que se preze é assim, na medida em que conheço há Deus (naquilo que pode ser conhecido) devo também me conhecer*. Por esse conhecimento não ser meramente intelectual, invoca no nosso coração um sentido de mudança.
No final, devemos admitir como Paulo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
* - Nota-se que aqui o pensamento teológico estar a serviço da Revelação.
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Reflexão
13 de setembro de 2008
Sal fora do Saleiro.
Uma coisa é certa: “Lugar de sal é na salada e não no saleiro”.
Quando penso no sal... Penso salgando alguma coisa.
Se o sal não salga pra nada serve.
Pois a função do sal é salgar.
Jesus nos chama para ser sal.
Esse é o nosso chamado primordial... “Seja sal da terra...”.
Por isso repito...
“Lugar de sal é na salada e não no saleiro”.
Jesus nos chama para vivermos uma vida fora do saleiro.
Jesus nos chama para caminharmos com Ele salgando o mundo.
O evangelho que pregue uma vida no saleiro não é de Jesus...
É um falso evangelho.
Sal no saleiro só salga o bolso dos empresários no ramo da refinaria.
Claro que existe saleiro, saleiro e saleiro.
Assim como existe ‘sal’ e ‘grão’.
Creio que o ‘grão’ pode ser converter em ‘sal’.
Descreio que o ‘sal’ possa retornar a ser ‘grão’.
Os que retornam é por que nunca foram ‘sais’ de verdade...
Eram mais convencidos do que convertidos.
Convencer ‘grão’ que ele é ‘sal’ é a coisa mais fácil...
É só colocar uma placa BEM GRANDE na frente de um pote com os dizeres:
“SALEIRO”.
Depois, precisa de um ‘grão’ que se acha o ‘sal grosso da parada’ (ou salafrário) e este prega sermões que te convence que você é um tal... Digo, sal.
Nesse meio vale de tudo para atrair os fieis...
Inclusive a moda hoje não é dizer que é sal, mas sim ‘salzon’.
- Sem comentários.
Evangelismo para esses grupos é conduzir ‘grãos’ ao saleiro... Somente isso.
Agora eu sei que um dia alguém terá uma surpresa. Tentará salgar algum alimento pra uma pessoa muito especial, só que essa percebendo a falta de sal botará todo o conteúdo de sua boca pra fora (Não é isso que diz a carta para igreja de Laodiceia!?).
Meu convite hoje pra você é... "Vem e vê!"
Venha conhecer a Jesus por você mesmo.
Você não precisa mais de 'mediadores' para se relacionar com Ele.
Leia a Bíblia. Lá você encontrara com a Palavra de Deus.
Comece lendo os evangelhos, depois parta para os outros livros - A chave para entender a Bíblia está na pessoa de Jesus.
Procure a verdade e ela te trará libertação.
Assim descobrirá o que é ser sal de verdade...
É ser parecido com Jesus.
Lembre-se: Sal... Salga.
Sal não pede pra salgar. Ele salga porque é sal.
Sal não diz: - Salga comida!
Nem muito menos: - Essa comida eu não quero salgar.
Ele não tem como negar a sua natureza.
Sal que não salga é grão de areia...
E o lugar de areia é no chão para ser pisado pelos homens.
Eu não estou falando de fazer grande coisas para Deus, mas de ser em Deus.
Estou falando de vida!
Salgar é conseqüência de ser sal.
Conseqüência de ser aquilo que Jesus chamou para ser.
Concluo fazendo uma pergunta:
- Pode o sal salgar o mundo inteiro e não salgar seu próprio ser? Pode?
Quando penso no sal... Penso salgando alguma coisa.
Se o sal não salga pra nada serve.
Pois a função do sal é salgar.
Jesus nos chama para ser sal.
Esse é o nosso chamado primordial... “Seja sal da terra...”.
Por isso repito...
“Lugar de sal é na salada e não no saleiro”.
Jesus nos chama para vivermos uma vida fora do saleiro.
Jesus nos chama para caminharmos com Ele salgando o mundo.
O evangelho que pregue uma vida no saleiro não é de Jesus...
É um falso evangelho.
Sal no saleiro só salga o bolso dos empresários no ramo da refinaria.
Claro que existe saleiro, saleiro e saleiro.
Assim como existe ‘sal’ e ‘grão’.
Creio que o ‘grão’ pode ser converter em ‘sal’.
Descreio que o ‘sal’ possa retornar a ser ‘grão’.
Os que retornam é por que nunca foram ‘sais’ de verdade...
Eram mais convencidos do que convertidos.
Convencer ‘grão’ que ele é ‘sal’ é a coisa mais fácil...
É só colocar uma placa BEM GRANDE na frente de um pote com os dizeres:
“SALEIRO”.
Depois, precisa de um ‘grão’ que se acha o ‘sal grosso da parada’ (ou salafrário) e este prega sermões que te convence que você é um tal... Digo, sal.
Nesse meio vale de tudo para atrair os fieis...
Inclusive a moda hoje não é dizer que é sal, mas sim ‘salzon’.
- Sem comentários.
Evangelismo para esses grupos é conduzir ‘grãos’ ao saleiro... Somente isso.
Agora eu sei que um dia alguém terá uma surpresa. Tentará salgar algum alimento pra uma pessoa muito especial, só que essa percebendo a falta de sal botará todo o conteúdo de sua boca pra fora (Não é isso que diz a carta para igreja de Laodiceia!?).
Meu convite hoje pra você é... "Vem e vê!"
Venha conhecer a Jesus por você mesmo.
Você não precisa mais de 'mediadores' para se relacionar com Ele.
Leia a Bíblia. Lá você encontrara com a Palavra de Deus.
Comece lendo os evangelhos, depois parta para os outros livros - A chave para entender a Bíblia está na pessoa de Jesus.
Procure a verdade e ela te trará libertação.
Assim descobrirá o que é ser sal de verdade...
É ser parecido com Jesus.
Lembre-se: Sal... Salga.
Sal não pede pra salgar. Ele salga porque é sal.
Sal não diz: - Salga comida!
Nem muito menos: - Essa comida eu não quero salgar.
Ele não tem como negar a sua natureza.
Sal que não salga é grão de areia...
E o lugar de areia é no chão para ser pisado pelos homens.
Eu não estou falando de fazer grande coisas para Deus, mas de ser em Deus.
Estou falando de vida!
Salgar é conseqüência de ser sal.
Conseqüência de ser aquilo que Jesus chamou para ser.
Concluo fazendo uma pergunta:
- Pode o sal salgar o mundo inteiro e não salgar seu próprio ser? Pode?
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